João Adolfo Guerreiro
Descobrindo a verdade/ sem medo de viver/ A liberdade de escolha/ é a fé que faz crescer.
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Textos

A praia

 

Mais uma crônica típica de verão. Acho até que a mais típica das crônicas típicas de verão, eis que nada é mais verão do que praia, né? 

 

"O mar, quando quebra na praia, é bonito, é bonito", cantou o mestre baiano Caymmi, com certeza inspirado por um como esse da foto acima, imerso no azul infinito. A natureza nos toca com sua beleza... Caymmi escreveu o óbvio, mas disse tudo pra gente que partilha a costa brasileira. Todos o sabemos porque o conhecemos e sentimos. Conexão.

 

A praia... Dia de chuva convida, dia de sol intima. A praia nos devolve algo que perdemos, nos faz descobrir emoções que nem sabíamos, torna impossível a indiferença.

 

Estar na praia é acordar pra tomar café no restaurante do hotel, uma das boas coisas da vida. Quando jovem, ser Tritão em busca de sereia e cerveja; quando já "intão" ou "então", cuidar filhos ou netos na areia. Subir morros e olhar o horizonte oceânico la de cima, ficar diante da imensidão que encanta e significa. O que somos nós, criaturas, ante o portento da criação?

 

A praia é mergulhar no mar. É por os pés na areia. Ir num bom restaurante com uma comida legal e uma cerveja no ponto. Passear de mãos dadas pelas ruas jogando conversa fora e dando risada, sendo gente. Achar uma cafeteria com um bom café brasileiro e um baguete francês. Bonjur. Ça va? S'il vous pleit, monsieur. Merci beaucoup. Gentileza gera gentileza em qualquer idioma. A praia sugere gentileza.

 

Ir à praia no verão. Tudo a ver, o óbvio ululante rodrigueano do prazer e da vida. 

 

João Adolfo Guerreiro
Enviado por João Adolfo Guerreiro em 19/01/2026
Alterado em 19/01/2026
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