João Adolfo Guerreiro
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O agente secreto, vindo dos 1970...

 

Fui no final de 2025 com a intenção de assistir o filme biografia do desenhista Maurício de Sousa, num domingo, em Porto Alegre. Chegando lá, percebi que havia visto errado no jornal de sábado a agenda de cinema da Capital, pois o mesmo não estaria em cartaz naquele cine. Putz, e agora? Bom, estava em cartaz o tal O agente secreto e, pra não perder a viagem, se não tem tu, vai tu mesmo, né?

 

Confesso que nutria um pouco de má vontade para com esse filme, pelo titulo e por se passar durante a Ditadura Militar, achei que não seria um enredo de meu agrado. Mas bah, errei totalmente na avaliação. Agradeço aos deuses da sétima arte, especialmente à Santa Marilyn, por terem mexido as câmeras lá em cima pra mim assistir O agente secreto. F I L M A Ç O, A D O R E I !! Prum cara como eu, que se criou nos 1970, o filme foi uma imersão única ao passado na telona dentro da sala escura, voltando no tempo. Foi-me uma experiência indescritível, voltei a ser criança, a reconstituição de época é primorosa, perfeita. Os atores são ótimos e este Wagner Moura é mesmo um craque da sétima arte.

 

E a história do filme não é nada do que o título havia me sugerido. Coisa de primeira: instrutiva, dramática, tensa, com ação e, sobretudo, muito humana e, por conseguinte, emocionante. A vida de um homem inteligente, comprometido com o Brasil e o saber, envolvido numa teia de interesses escusos, sua relação com a esposa e, principalmente, com o filho, criado pelos avós maternos. Mais não direi, claro. Adianto que o filme é triste e brutal como é a vida e, principalmente, como foi naquele período infame de nossa história, que lhe serve apenas como pano de fundo.

 

Apenas quero hipermegasuperultra recomendar que vão à Capital e o assistam num dos cinemas em que este está em cartaz, tomando o cuidado de não ratearem como eu, embora, reafirme, agradeço pela meu vacilo. O agente secreto, afianço, merece todas essas premiações que vem recebendo mundo afora.

 

Um bom findi pra todo mundo. Cuidem-se, vacinem-se, vão ao cinema, vivam e fiquem com Deus.

João Adolfo Guerreiro
Enviado por João Adolfo Guerreiro em 16/01/2026
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