Aos 85 anos, em 1998, Francisco Pereira Rodrigues (imagem abaixo) estava lançando seu romance A Doce Alma Portuguesa pela Martins Livreiro - Editor. O longevo escritor, nascido em Santo Amaro e que ainda viveria mais 22 anos, resolveu então contar a história dos primórdios de sua terra natal, mais precisamente a partir de 1º de maio de 1752.
Naquele outono, militares e civis, homens e mulheres, desembarcaram na Forqueta de Santo Amaro a fim de, ali, atendendo aos interesses do Império Português, construir um fortim. Sob o comando do Sargento-mor Luiz Manoel de Azevedo, a construção ficou pronta para a chegada do General Gomes Freire, vindo pelo rio trazendo mais militares e colonos, em 16 de julho do mesmo ano, já no inverno, que é quando se desenrolam quase a totalidade dos eventos narrados no livro de Rodrigues, até a partida do mesmo Gomes Freire em 12 de agosto, rumo à Tranqueira para uma nova etapa de colonização daquelas terras. Isso tudo vinte anos antes do Porto dos Casais...
Junto com o General desembarcou com seus pais, vindos de Portugal, a jovem Izabel da Conceição, para o sorriso dos olhos do Tenente Matos, que por ela se enamora imediatamente, ao vê-la no convés de um dos barcos recém ancorados. O que espera esse amor nas terras selvagens onde a índia Jandaia, que se tornaria amiga da moça lusitana, habita? O velho e sábio Pajé sabe... No mesmo local, batem forte os corações de Mariana e do escritor Dom Caetano, ao que parece por um amor impossível ou fora do tempo. Neste período, acontecem desventuras: trágicos e brutais enfrentamentos com os índios locais e a aparição inusitada de um lobisomem, dentre outras situações fantásticas.
Em suas 151 páginas A Doce Alma Portuguesa nos leva para o tempo dos desbravadores pioneiros do Rio Grande do Sul e da Região Carbonífera e, por isso, foi o escolhido como atividade do Clube do Livro de Charqueadas a ser realizada na manhã dia 24 de outubro no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) de Santo Amaro, integrante da programação do XI Sarau Literário de Charqueadas (imagem abaixo), que terá como tema A Literatura Unindo a Região Carbonífera.

