Dia 20 de outubro, 19 horas, na Biblioteca Pública Profª Vera Maria Gauss, iniciará o XI Sarau Literário de Charqueadas, com sua cerimônia de abertura. O encerramento será no dia 25, também às 19 horas, no espaço Tempero Literário, em São Jerônimo. Entre essas datas, várias atividades literárias unirão a Região Carbonífera, objetivo desta edição do evento.
Na arte gráfica para o mesmo, acima, vê-se: à esquerda, o Solar dos Barcelos, mais conhecido como Casarão da Colônia, em Charqueadas; ao centro, um vagão de carvão com livros, representando a atividade econômica que igualmente une e define nossa região e sua literatura; à direita, a Igreja de Santo Amaro, em General Câmara. Para coroar o sentido do XI Sarau, o escritor homenageado será Benedito Veit, cuja obra aborda, sobretudo, este eixo banhado pelo rio Jacuí: seu povo, sua cultura e sua economia.
Da abertura em Charqueadas ao encerramento em São Jerônimo, teremos o debate sobre a literatura do escritor Francisco Pereira Rodrigues na manhã do dia 24, no CAT de Santo Amaro, sua terra natal. O Sarau Literário propriamente dito será na noite do dia 24, em Charqueadas, quando escritores, escritoras e população em geral se farão presentes para lerem ou declamarem textos autorais ou preferidos.
O XI Sarau Literário de Charqueadas é evento integrante da Lei da Agenda Cultural de Charqueadas, sendo uma promoção da Associação de Literatura de Charqueadas - ASLIC, Secretaria Municipal da Cultura e Clube do Livro de Charqueadas.
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SUL DA FRONTEIRA, OESTE DO SOL
Na noite de ontem, na Biblioteca Pública Vera Gauss, o Clube do Livro de Charqueadas debateu o romance Sul da fronteira, oeste do sol, do escritor japonês Haruki Murakami. Romance mesmo, ou poderia ser classificado como novela? Isso já rendeu uma boa discussão no grupo.
O livro narra a história de Hajime, da infância à vida adulta, passando por suas relações afetivas, principalmente com Shimamoto, colega de escola. O final do livro é surpreendente, isso foi consenso. Entretanto, para alguns, a maioria, foi um anticlímax, enquanto que, para outros, uma boa sacada do autor. Fico com a opinião da maioria.
Além disso, qual o significado do final? Ah, outra discussão com variadas opiniões, dadas as possibilidades que o texto vai permitindo pelo caminho. Só que sobre esse debate em particular não dá pra falar muito sem entregar o livro, que tem o jazz como trilha sonora e elemento chave para sua compreensão.
Recomendo a leitura de Sul da fronteira, oeste do sol? Olha, na minha avaliação pessoal, até antes das últimas dez páginas finais o livro é muito bom, vale apena, muito bem escrito e envolvente, mas a partir daí fica ao critério do gosto do leitor. Quem quiser, que se arrisque. Não será perda de tempo, isso posso assegurar.
