Hoje se completam duas semanas que o governo dos EUA iniciou as cobranças de taxas contra o Brasil, mesmo tendo a potência americana saldo bastante positivo na balança comercial conosco. Somada a essa situação que marca a relação econômica atual dos EUA com o mundo, o ataque político a nossa soberania permanece, via a pressão estrangeira sobre o STF, Executivo e Congresso Nacional, com a assessoria de membros da quinta coluna nacional que se encontram nos EUA agindo contra os interesses brasileiros a fim de salvarem a pele e escaparem do julgamento interno pelos crimes que tentaram cometer contra o Estado Democrático de Direito. Uma mudança de nosso regime está nos planos e intenções estrangeiras, obviamente.
Iniciando pela conjuntura geopolítica internacional em que vivemos e nos afeta sobremaneira, Trumposo e Filho da Putin pareciam dois colegas de escola no Alaska, enquanto partilhavam os despojos do país de Garnizelensky: um ficará com o carvão e o outro com as terras raras, grosso modo. Eis o buraco no qual o Brasil está metido, enquanto Gaza queima com os palestinos passando fome dentro e os EUA dão toda a indicação de que farão, como fizeram em Granada e Panamá em tempos idos, uma intervenção armada na Venezuela a fim de derrubarem o regime de Maduro e instalar um governo amigo no país, que facilite a mão estadunidense sobre o petróleo do mesmo. Filha da Putin ligou para Lula Molusco antes e depois do encontro com Trumposo, não se sabe claramente pra quê, mas com certeza não foi pelo motivo bobo que as notas governamentais informaram.
O fato é que o russo ligou apenas pra China, Índia e Brasil, parceiros de BRICS. Avisou sobre algo? Prestigiou esses? A China não precisa de nada disso, claro, pois se garante sozinha em grana e armas; já Índia e, principalmente, Brasil, sim, e muito. Assim, pelo andar da carruagem, vê-se que a extrema-direita brasileira apostou alto em sua traição à pátria em tempos de tarifaço, rifando trabalhadores e empresários nacionais, aliando-se a Trumposo e ao seu secretário de Estado de origem cubana (apoiador do embargo econômico dos EUA à Cuba) que odeia tudo que cheire à Fidel na América do Sul, leia-se Venezuela, Brasil & Cia Ltda - não é coincidência ter se invocado com o Mais Médicos, cheio de cubanos. Só que o Brasil não é a Venezuela, inclusive não reconheceu a eleição de Caindo de Maduro e vetou sua entrada nos BRICS. Isso conta nas avalições da geopolítica internacional. Conta mesmo? Veremos logo logo.
A alta aposta da extrema-direita quinta coluna brasileira com o atual governo dos EUA, com certeza, terá um preço alto para o Brasil, pois aos Estados Unidos interessam nossa grana e riquezas - a versão verde e amarela das terras raras ucranianas. Até com o nosso popular Pix se invocaram a fim de defender suas empresas financeiras e de tecnologia. Se a traição for bem sucedida, os traíras tupiniquins terão de pagar o preço ou virarão o Noriega da vez ligeirinho; se for mal, serão abandonados e substituídos por outro quinta coluna mais competente disponível na praça, ao centro da Faria Lima. O certo é que os EUA vem firme com sua pressão visando retirar Lula Molusco do poder em 2026 e colocar as garras da águia do Tio Sam em nossas riquezas, usando o Big Stick para tal. Todavia, as lulas são moluscos conhecidos por terem boa visão, tentáculos e nadarem rápido, sendo animais marinhos em habitat inatingível às águias. Será? Saberemos em breve.
Assim, ante tudo isso, pra quem no Brasil ainda usa boné vermelho do MAGA e defende o atual presidente dos EUA, só resta dizer:
- Vai pros Eua!
- Vai pra MAGA que te pariu!
Mas talvez isso não seja possível, eis que o governo Republicano não quer os brasileiros por lá, inclusive já os caça e manda de volta como se fossem bandidos - inclusive um que possuía um comércio chamado Trump Burger, não adianta bajular. A não ser, claro que o vivente seja um alto traidor da pátria e vá pra lá ajudar os Estados Unidos a sugar o Brasil, como alguns dos representantes da quinta coluna brazuca. Mas são poucos, mesmo destes, os que serão admitidos: só os traíras grandes, nada de mandinhos. A águia do Tio Sam é altamente seletiva, só lhe interessa os cações, não a arraia-miúda. Só não esqueçam: no Brasil, cação se refere a qualquer carne de tubarão que irá à mesa no banquete...
O Brasil precisa estar unido em torno de sua democracia, economia e soberania. O adversário externo é forte e tem aliados internos. Será uma dura batalha mantar nossa independência, talvez maior do que a nos livrou de permanecer colônia de Portugal.