João Adolfo Guerreiro
Descobrindo a verdade/ sem medo de viver/ A liberdade de escolha/ é a fé que faz crescer.
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Textos

Hoje deu uma refrescada

 

Correu um ventinho fresco e maneiro o dia inteiro, ainda corre, abri as janelas e nem liguei os ventiladores. Últimos dias de primavera e Natal e final de ano já por aí, 2023 dando adeus. Foi um ano legal, né? Pós pandemia, graças a Deus. As pessoas todas por aí, zanzando e curtindo, tudo na maior das normalidades.

 

Dei uma banda de bicicleta com a bebê agora de tarde, aproveitando a refrescada. Adorou, como sempre, mas não gostou da operação piscininha de plástico ter sido abortada. Expliquei, mas não adiantou, pois a bebê ainda é só vontade, desejo e beicinho. Olhou-me com aqueles verdinhos lacrimejantes e suplicantes, só não levou porque não dava mesmo. Ontem teve piscininha pela tarde e casa do Papai Noel à noite, na Vila Aços Finos Piratini, no Recanto dos Souza. Acordou hoje perguntando pelo boneco de neve. Com tanta coisa tri que viu por lá, o que mais lhe chamou a atenção foi ele, feito com copos de plástico e iluminado por dentro. A bebê, às vezes, é um enigma pra mim.

 

Terminei de ler o livro A cachorra, de Pilar Quintana, uma autora colombiana, para o debate do Clube do Livro de Charqueadas amanhã, 19 horas, na Biblioteca Municipal Vera Gauss. Ele se passa numa praia colombiana, no Pacífico. Nada como um livro sobre uma cachorra para falar do mundo cão, no caso, o mundo onde sobrevive, sofre e se entedia Damaris, cuidando de uma mansão abandonada junto com o marido, Rogelio. A cachorra, que não é nomeada no livro, pertence-lhe. A indicação da leitura foi do Cristiano Quintana. A maioria do pessoal do clube com que contatei não gostou do final. Pra mim foi indiferente, pois mundo cão é mundo cão, só não vou contar qual é pra não correr o risco de alguém for ler o dia e já saber, estragando a surpresa.

 

Ah, ventinho bom, refrescando minhas costelas. Acho que até vai dar pra dormir de janelas abertas. Como escreveu Pessoa, "Só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido". Imagina então senti-lo? Glória à Deus! Li isso numa postagem no Face de uma amiga. Conferi: escreveu mesmo, via o heterônimo Alberto Caeiro. Como fui esquecer? Tô ficando vintage.

 

Cairia bem uma cervejinha agora, né? Mas bah, Rio Grande velho e sem porteira, vamos nessa que é bom à beça. Um bom final de tarde para todos. Aproveitem o ventinho. Abraço.

João Adolfo Guerreiro
Enviado por João Adolfo Guerreiro em 19/12/2023
Alterado em 19/12/2023
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