João Adolfo Guerreiro
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Operação Exorcista para o findi dos pais

 

Lendo o obituário dos jornais desta semana vi que morreu, dia 7, o diretor estadunidense William Friedkin. Assim, soube que ele foi o diretor de dois filmes icônicos e de muito sucesso nos anos 1970: Operação França (1971) e O Exorcista (1973). Não os vi no cinema, claro, mas sim na TV aberta - estávamos no tempo pré VHS, DVD e Internet -, alguns anos depois, ainda muito jovem, ficando bastante impressionado com ambos.

 

Operação França é muito legal e divertido, com o policial Popeye (magistralmente interpretado por Gene Hackman - foto acima -, que inclusive levou o Oscar de melhor ator) e seu colega Russo (Roy Scheider) tentando capturar o mega traficante francês Alain Charnier (Fernando Rey), que se encontra em New York, em velozes e emocionantes perseguições de carro pelas ruas da cidade. Já O Exorcista (1973), que dia 26 de dezembro completará 50 anos de seu lançamento, o filme seguinte de Friedkin, conseguiu ser um sucesso de público ainda maior e marcou época, redefinindo o gênero filmes de terror. Realista e sem fantasias (tipo Drácula, Frankenstein, lobisomem, dentre outros), foi um petardo que, sem sombra de dúvidas, eu não estava ainda preparado para assistir na TV. O Exorcista é sobre dois padres (um deles é Lankester Merrin, interpretado por Max von Sydow - foto acima) que tentam expulsar do corpo de uma menina de 12 anos (Regan, interpretada por Linda Blair), filha de uma atriz (Chris, por Ellen Burstyn), o demônio que a consome.

 

Bem diferentes dos filmes policiais e de terror de hoje em dia, que apresentam ação surreal - os policias e bandidos parecem ter superpoderes e habilidades -, violência extrema e brutal e muito apelo sexual, os títulos acima mostram uma face mais realista do combate ao crime e do mal, sem apelações adolescentes. Perturba ver tanto a possessão demoníaca de Regan quanto a forma como ela usa as fraquezas e vícios dos padres contra eles, ora estimulando-os, ora usando-os para desestabilizá-los emocionalmente - como faz aquele personagem do filme A Tempestade do Século (Stephen King, 1999), Andre Linoge (por Colm Feore). O mal que aparece em O Exorcista é poderoso e verdadeiramente amedrontador, por básico e essencial.

 

Os dois filmes, obviamente, geraram sequências não dirigidas por Friedkin, ainda na década de 1970: Operação França II (1975) e O Exorcista II - O herege (1977). Na minha opinião, somente o primeiro vale conferir. Lembro de uma cena muito boa, logo após o policial Popeye ser libertado pela quadrilha de Charnier, que o sequestrou e o tornou viciado. Ele está no carro com o detetive francês Henri Barthelemy (por Bernard Fresson) e vê uma moça pela calçada comendo um sorvete. Popeye aponta para ela e diz que quer "aquilo". Henry se espanta e diz que não, pois "aquilo" o mataria no estado de debilidade em que se encontrava. Popeye retruca que "aquilo" era o sorvete, não a mulher. Como vi o filme ainda criança na TV, não saquei o duplo sentido e pensei: "Ué, mas o que mais ele poderia estar querendo além do sorvete?". Achei bobo o francês por não sacar tal obviedade, eh eh eh eh .

 

Ambos os filmes dirigidos por William Friedkin são inspirados em fatos reais, adaptados para a literatura e o cinema. Para os pais que desejam se divertir neste findi que é nosso, mega recomendo Operação França, I e II. Já o Exorcista deixo a critério de cada um, só dizendo que o I se trata de um filme realmente excelente.

 

Um bom final de semana para todos e um ótimo Dia dos Pais. Cuidem-se, vacinem-se, vivam e fiquem com Deus.

João Adolfo Guerreiro
Enviado por João Adolfo Guerreiro em 11/08/2023
Alterado em 11/08/2023
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