Estive nos últimos dias de setembro em Pinto Bandeiro, bela cidade da Serra Gaúcha, dando uma força para o prefeito João Pizzio, grande amigo dos tempos em que ele morava em São Jerônimo e vinha muito aqui por Charqueadas. Orgulha a gente ver o nível político em que ele se encontra.
Tudo de bom pra ele nesse domingo!
"PINTO BANDEIRA – O jeronimense João Feliciano Pizzio está concorrendo à reeleição no município de Pinto Bandeira, na região da Serra Gaúcha. Pizzio foi figura central, como advogado, para a emancipação do município, em 2010, virando notícia na imprensa estadual e sendo eleito como candidato único o primeiro prefeito da cidade, em 2012. Um bom final de campanha para o Joãozinho das Acácias" - publicação do jornal Portal de Notícias.
Causa estranhamento sair para votar às 07h30min da manhã e ver a esquina do Tiradentes, a nossa "esquina democrática", vazia. Desde 1986 votava naquele local, a zona política nobre da cidade, sempre catalisadora de grande movimento eleitoral de candidatos, militantes, apoiadores, apreciantes e curiosos. As urnas dali foram divididas entre as escolas Nicácio Machado, onde votei, e Henri Duplan.
Acho que as pessoas que votavam no Sesi e que agora foram para a escola Cruz de Malta devem ter sentido o mesmo estranhamento. O largo do Sesi é um local igualmente privilegiado da cidade em eleições, tanto para os comícios quanto para o dia da votação.
Nós vamos criando uma relação com esses espaços públicos, não é mesmo? Memórias, hábitos, socialização, pequenos prazeres... Tudo se transforma e os indivíduos tem de se adatar.
Hoje pela manhã, no centro, em frente ao Supermercado Bonatto, fui entrevistado numa pesquisa eleitoral para Charqueadas. Estava caminhando pela calçada e uma senhora que eu não conhecia me abordou:
- Bom dia, posso lhe entrevistar para uma pesquisa?
- Claro. Adoro responder pesquisa!
[É a segunda vez que sou pesquisado na vida. A outra foi em Charqueadas mesmo, pelo Ibope, em agosto de 2013, sobre o que eu achava das manifestações e sobre os governos Tarso e Dilma.]
- Quem o senhor acha que vai ganhar as eleições para prefeito?
[Ela mostrou-me um disco com os nomes dos três candidatos e dos vices.]
- Ah, não sei. Quer mentir, fale de política, não é mesmo?
Ela sorriu e marcou "indeciso".
- Em quem o senhor votará para prefeito?
- Em "fulano" - respondi, apontando para o nome no disco.
- Em qual dos candidatos o senhor não votaria?
- Votaria em qualquer um deles.
- Mas um em particular em que o senhor não votaria de jeito nenhum?
- Ah, não sei. Estou votando em "fulano" assim como poderia estar votando num dos outros, Não rejeito nenhum deles, só acho "fulano" o melhor.
[Ela ficou meio sem ação com minha resposta. Acho que não tinha a opção na pesquisa. Ela anotou algo, tipo "não sabe" ou "indeciso", não deu pra ver direito.]
- Em quem o senhor vai votar para vereador?
- Em "sicrano" - respondi.
[Ela anotou e agradedceu. Rapidinho. Nem perguntou minha renda, escolaridade, idade ou profissão, que são os recortes que geralmente se faz numa pesquisa.]
Tempos atrás, no primeiro governo de Jaime Guedes (1997-2000), então PT, que polêmica era esse lance de desfile na Semana na Pátria, lembram? A prefeitura fez atividades nas escolas num ano e deu uma briga daquelas, até projeto na Câmara de Vereadores tornando obrigatório o desfile foi aprovado.
Agora não tem desfile e nem outra atividade e ninguém reclama. A politica é muito dinâmica mesmo. Eu, de minha parte, nunca apreciei desfile marcial, preferia uma outra atividade cívica para marcar a data.
Vi recentemente o filme A Travessia, de Robert Zemeckis, que retrata um fato ocorrido em 6 de agosto de 1974, quando o equilibrista francês Philippe Petit, então com 24 anos, estendeu sem autorização um cabo de aço entra os 43 metros do vão entre as Torres Gêmeas de Nova York e realizou a travessia.
Muito bom esse filme. Está nas locadoreas, em DVD e Blu-ray. Recomendo.
