João Adolfo Guerreiro
Descobrindo a verdade/ sem medo de viver/ A liberdade de escolha/ é a fé que faz crescer.
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Meu Diário
08/08/2012 21h38
Resenha da peça Flores do Abismo

Fonte: http://escapeteatro.blogspot.com.br/2012/08/flores-no-abismo-comentario-critico.html#comment-form

 

 

Para começar a análise de "Flores no abismo - Experimento Strindberg" divido abaixo o material enviado pelo grupo a produção do festival: 
Flores no abismo-Experimnto Strindberg, é uma investigação teatral com base no Teatro-Performance apropriando-se do texto”A mais forte”.Conta a história de duas mulheres que ao descobrir estarem casadas com o mesmo homem planejam vingança,o que elas não imaginavam é queo destino lhes reservaria algo inesperado.Angustias,medos,perdas e amor,uma investigação sobre o comportamento humano.
A sinopse do espetáculo já detona que o que podemos esperar da montagem é: 
1º - Um experimento calcado na obra de Strindberg,
2º - Uma investigação teatral
3º - Bases calcadas no Teatro-Performance
O espetáculo decepciona justamente por prometer demais e não cumprir, cria um ambiente inicial propicio para que a narrativa se instalasse no palco e iniciasse a sua comunhão com o público. Mas já na abertura, a cena com as lanternas é rompida rapidamente, já passando para o próximo momento. O cenário é bonito e equilibrado, é bastante funcional e auxilia no desenrolar da peça. 
Surgem algumas imagens interessantes, mas nem o texto que é dito de forma ritualizada nem tão pouco a trilha que é exagerada, pontuando toda a ação auxiliam para que essas imagens fossem potencializadas e convergidas para melhor contar essa história baseada em Strinberg. 
As marcas da cena não permitem que os atores evoluem na composição dos personagens, que utilizam uma métrica no dizer o texto, tornando-o totalmente rebuscado. Mas há uma exceção, no caso dos diálogos de Bruna Stefany e Joana Guerreiro que em alguns momentos conseguem vencer essa rigidez do texto e fugir um pouco desta métrica, mas podem evoluir muito ainda. 
A movimentação é suja, desnecessária e me faz pensar que o que estou assistindo trata-se de uma miscelânea de linguagens, dentro de uma proposta boa, mas mal executada. O espetáculo com tudo isso acaba ficando chato e sem sentido, e isso que eu adoro propostas que a primeira vista não tenham sentido, mas que no decorrer vão desvelando informações e significados. 
Me dei o trabalho de contar o intervalo que a peça ficou sem a presença da trilha sonora, exatos 6 segundos, e um trabalho como este que precisa de momentos de tensão, de pausas e principalmente precisa de SILÊNCIOS. 
A dicção dos atores não é boa, mas isso se acentua principalmente nos meninos. 
O grande mérito é o de ousar na escolha deste texto e deste autor, demonstrando a coragem de experimentar, e minha dica é esta, não desistam desse caráter experimental, mas experimentem conscientes do tipo de proposta que estão querendo trabalhar. 
 
Diretor: Douglas Castro
Autor: Estudo feito a partir da Obra “A mais forte” de August Strindberg
Contra-regra: Roger Szortyka e Eduardo Michelsen
Sonoplasta: Karol Santos
Criador da trilha sonora: Douglas Castro e Luis Botelho
Iluminador: Douglas Castro
Criador da iluminação: Douglas Castro
Maquiador: Gilson Leonardo
Criador da maquiagem: Gilson Leonardo e Douglas Castro
Figurinista: Gilson Leonardo e Karol Santos
Cenógrafo: Priscila Pinzon,Franciny Almeida e Roger Szortyka
Elenco: 
 
 
Bruna Stefany
Joana Guerreiro
Lia Santos
Juliane Cardozo
Filipe Maciel
Johnny Cairuga
 
Diego Ferreira - Comentador Crítico do Montenegro em Cena
 
Publicado por João Adolfo Guerreiro
em 08/08/2012 às 21h38
 
09/06/2012 14h50
Tia Nazinha

Ontem fomos, eu e meu pai, visitar a nossa madrinha. Nair José Guerreiro, 100 anos lúcida, uma referência para toda a família, um privilégio conviver com uma pessoa ímpar com ela. Abração Tia Ná.

Publicado por João Adolfo Guerreiro
em 09/06/2012 às 14h50
 
10/05/2012 19h07
Afre - obituário na ZH e Portal de Notícias

Jornal Zero Hora - 10 de maio

Jornal Portal de Notícias - 08 de maio

 

Jorge Afre Rodrigues

O ex-vereador charqueadense Jorge Afre Rodrigues morreu na manhã de sexta-feira (4) no Hospital de Charqueadas. Nascido em Santa Vitória do Palmar, em 1949, Afre foi o quarto dos seis filhos de Gregório Rodrigues e Ema Nunes.

Militar do Exército de 1968 a 1974 na cidade de Rio Grande, onde também foi dirigente estudantil secundarista e jogador de futebol amador. Em 1974, mudou-se para Charqueadas trabalhar no setor de forjaria da Aços Finos Piratini.

Tornou-se líder sindical, exercendo a função de tesoureiro do Sindimetal de 1986 a 1989. Nesse período, foi um dos fundadores e primeiro presidente do Departamento de Metalúrgicos da CUT-RS. Em seus anos de sindicalista, ficou conhecido como "o Barbudo da Boina", atuando em apoio a movimentos de outras categorias.

Exerceu atividade comunitária como presidente do CPM da Escola Municipal Maria de Lourdes, de 1989 a 1991. Tornou-se popular no bairro em virtude de, todo Natal, vestir-se como Papai Noel e entregar presentes aos filhos dos vizinhos, inclusive realizando festas natalinas comunitárias em sua casa. Kardecista, trabalhava na Casa Espírita Irmão Luis. Participou da 1ª Mostra Literária de Charqueadas (1999) e do 1ª Sarau Literário de Charqueadas (2005). Publicou em 2002 o livreto Poesias do Coração e deixou pronto o manuscrito do romance de inspiração espírita Algemas da Razão.

A política foi a grande paixão de Afre. Tornou-se uma referência do PT em Charqueadas e na região. Concorreu a vereador em 1988 e 1992, sendo, respectivamente, 7º e 3º colocado. Em 1996, elegeu-se com a maior votação da história de Charqueadas, 751 votos (5,02% dos votos válidos), e foi reeleito em 2000. Um de seus orgulhos era que, do seu grupo de apoio de 96, vários líderes surgiram para a política local e ocuparam cargos importantes no Legislativo, Executivo e na esfera estadual. Concorreu também em 2004 e 2008, quando ficou como 1º e 2º suplente, respectivamente. Em 1998, candidatou-se a deputado estadual, obtendo 5.003 votos. Foi tesoureiro do Corede Centro Sul de 1993 a 1999 e secretário municipal de Obras entre 2005/2008. Participou ativamente de vários movimentos políticos, dentre eles a Anexação do Horto Florestal a Charqueadas e do Ato Público Contra a Privatização da Aços Finos.

Teve estreita relação política com o deputado federal Paulo Paim desde 1986, de quem foi assessor parlamentar de 1990 a 1996 e um dos coordenadores da campanha ao Senado em 2002. Presidente do PT Charqueadas de 1988 a 1993, auxiliou na estruturação do partido na Região Carbonífera.

Atualmente trabalhava como cargo em comissão na área administrativa da Penitenciária Modulada de Charqueadas, aguardando nomeação para a Secretaria de Planejamento como um dos coordenadores regionais do OP estadual.

Afre deixa a filha Aline, do seu casamento com Maria Lúcia da Rocha, os irmãos Demerval, Arlete, Marta e Cândido, sobrinhos, amigos e os apoiadores políticos, para os quais ainda é uma referência.
 

Data de publicação: 10/05/2012

Publicado por João Adolfo Guerreiro
em 10/05/2012 às 19h07
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