O Jornal Nacional de ontem recebe com méritos o título acima. Num primeiro momento, criticou veementemente a viagem da presidenta Dilma Rousseff à ONU. A presidente não havia embarcado no avião e já criticavam o discurso que ela possivelmente faria, como se fossem profetas do impeachment.
Num ato estranho, ministros do STF davam entrevista criticando o suposto discurso que a presidente que ainda não havia viajado ainda nem fez, como se fossem deputados ou senadores da oposição, em vez de magistrados da mais alta instância do Poder Judiciário.
E, na mesma medida em que o JN desqualificava a presidente, cobria favoravelmente a articulação de seu vice, Michel Temer, na formação do "novo governo". Detalhe: em dado momento, a câmera focava a janela do apartamento de Temer em SP, mirando uma foto sua sorrindo, com o logo do PMDB ao fundo. Ou seja, estavam legitimando como alternativa o governo que ainda não existe, ao mesmo tempo que criticavam o discurso de quem ainda nem havia decolado. Parecia que Temer, em vez de estar com 3% nas recentes pesquisas presidenciais, fosse um presidente eleito formando seu futuro governo.
Horário eleitoral do impechment. O governo está perdendo a opinião pública há tempos, pois não tem possibilidade de fazer o contraditório. E as empresas de comunicação, enquanto isso, apoiam a alternativa ao governo: um governo que priorizará o mercado e o capital, colocando a conta da crise econômica atual nas costas do trabalho e dos assalariados do setor privado e público. Os sinais já estão escancarados no ar. As pessoas apenas não estão percebendo. Todavia, a realidade costuma ser cruel com os ingênuos.
Acima, capa da última edição da revista IstoÉ com a presidente Dilma Rousseff, onde esta é comparada com "Maria, a Louca". Abaixo, Janaína Paschoal, advogada, doutora em Direito Penal e professora da USP, signtária do processo de impeachment, em discurso recente em prol do mesmo.
A capa da revista é baseada em foto da presidenta comemorando um gol num jogo da selação brasileira (segunda foto). A foto da advogada foi tirada durante o referido ato (ver o discurso no link abaixo).
Como cantou o Caetano Veloso, "de perto ninguém é normal".
De minha parte, sem comentários. Creio que os fatos falam por si, nesse caso. Tirem suas próprias conclusões.


ASSISTA AQUI o discurso de Janaína Paschoal na USP: https://www.youtube.com/watch?v=aGAJrcjWrdM
- "Porque buscais o Vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou."
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A SEMANA SANTA é vida! Comçeça no Domingo de Ramos e termina no Domingo de Páscoa, celebrando a vida, a esperança e o renascimento. O resumo dia a dia da mesma que publiquei aqui desde o dia 21, domingo, foi baseado primariamente no livro "Jesus - A Vida Completa, de Juanribe Pagliarin (SP, Bless Press, 35ª ed, 2015)" e secundariamente na "Bíblia de Jerusalém (Paulus Editora, 2002)".
Sacerdotes e fariseus a Pilatos:
- "Senhor, lembramo-nos de que aquele engandor, quando ainda em vida, afirmou: Depois de três dias ressuscitarei. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança (...), para não susceder que, vindo os discípulos, o furtem e digam ao povo: Ressuscitou dos mortos".
E chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até a hora nona, pois o sol se escurecera:
- "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?"
- "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito".
