Dia 30 de dezembro ela caiu e quebrou o fêmur. O que estava difícil ficou complicado demais. Ontem, 6 de setembro, a mãe morreu. Recebemos uma mensagem por volta das 07h da minha irmã informando.
A última vez que falei com ela foi no domingo, dia 29 de agosto, no Hospital de Caridade de SJ. Ela estava muito lúcida e com a fala perfeita, fizera transfusão de sangue na sexta-feira. Cheguei a esperançar na possibilidade de ela voltar pra casa e conhececer a Beatriz após o nascimento. Falei do quarto grande, que concluímos a reforma pra ela ir pra lá, quando voltasse, e ela disse que ia gostar muito de ir pra lá. Não fui mais vê-la por estar gripado e ficar cuidando do pai. Dias depois decaiu de novo, retirou a sonda do estômago e foi levada pro Ernesto Dorneles, em Porto Alegre. Ontem, morreu.
Na madrugada, horas antes, a Joana foi para o hospital, devido a um pico de pressão, perigoso num final de gravidez. Minha esposa ficou lá com ela.
A Rosi veio no velório pouco antes do enterro, que foi às 17h30min. Estava um final de tarde lindo, tirei uma foto.
O pai e a tia Dione estavam arrasados. Os demais aguentaram o tranco.
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A Rose acabou de sair (já são 08 horas) pra ir pro hospital ficar com a Joana. E eu fiquei sozinho, sem mãe, sem mulher, sem filha, numa manhã chuvosa de 7 de Setembro.
Vou ter que me virar com as gatas - a preta que quer sair pra rua e a cinza esquisitona -, o disco The Game no Queen na vitrola e a opção entre Jack Daniels Honey e Chivas Regal.
"Save me, save me, save me
I can't face this life alone
Save me, save me, oooh
I'm naked and I'm far from home"