Foto - Eu e Juliano no lançamento do seu livro.
No dia 22, sexta, o literato jeronimense Juliano Domingues lançou seu livro de estréia, Amor À Prova, poesias.
O lançamento foi no Shopping Acaso, na cidade de São Jerônimo, junto à livraria Lua de Papel. Um coquetel foi oferecido aos convidados, que comprarm o livro e receberam, autógrafos pelo autor durante o evento.
Foto - Dona Valda (de azul), junto com suas filhas e com a vereadora Patrícia Ferreira (ao centro), numa homenagem no legislativo de Charqueadsas.
Na quinta-feira, 21 de março, foi sepultada a poetisa charqueadense Valda Tisot Junqueira. Grande figura da literatura da cidade, foi a patronesse do I Sarau Literário de Charqueadas, em 2005.
Natural de Arroio dos Ratos, veio para Charqueadas em 1958, onde trabalhou como professora,aposentando-se em 1991. Escrevia desde 1970, tendo participado a partir de 1986 de várias antologias literárias. Teve forte trabalho literário junto aos clubes de mães da cidade e foi uma figura presente nos últimos anos na Associação de Literatura de Charqueadas - ASLIC e nas sete edições do Sarau Literário de Charqueadas.
Publicou os livros Do outro lado da vidraça (2002) e Poesia com data marcada (2008).

Acabei de ler a autobiografia do NEIL YOUNG. Estava desde novembro a fim de comprar esse livro, depois de o Humberto Gessinger tê-lo indicado durante um bate papo na Feira do Livro. Eu já sabia do livro e estava interessado, mas quando o Humberto falou, bom, daí tinha de comprá-lo. Comprei em Torres, lá pelo dia 19 de janeiro e comecei a ler dia 21, no ônibus para Porto Alegre.
Pura magia. PureTone! (Quem ler o livro vai sacar o que é isso). Li em partes, para curtir a "conversa" com Neil aos poucos, ao longo de alguns dias muito legais e não apenas em um ou dois, rapidamente. O livro não é nenhuma obra prima literária, o Gessinger tinha avisado, mas também havia dito que o cara era simples e intenso, uma simplicidade forte, lúcida, inteligente, básica, essencial, nunca simplória. Assim como a música do Neil Young.
Acabei de ler e o livro ficou lá, ao lado da minha cama. Fiquei contemplando-o com aquela tristeza própria que dá na gente com algo que estava sendo muito bom acaba, passa, termina. Mesmo que releia o livro não será a mesma coisa. Muitas coisas na vida são assim. Uma leitura também. A excelente autobiografia do Eric Clapton era até hoje a melhor que eu já tinha lido. Desculpe Eric.
Vim aqui escrever e o livro ficou lá, ao lado da cama; minha esposa junto, dormindo.
Acabou-se o carnaval, tchau Neil. "Nunca fui muito de carnaval, preferia ficar lá em casa, lendo os livros que estavam ali, me convidando para uma jornada" - diz a letra de uma canção que fiz a uns 15 anos, mais ou menos, bem autobiográfica.
Ontem fui assistir esse filme. Arte.
Quando vemos uma obra assim percebemos melhor a fraqueza desses filmes de entretenimento que são feitos hoje, cheios de recursos sonoros, de jogos de câmera, de efeitos visuais, encobrindo conteúdos fracos e apelativos a temas midiáticos do momento.
Amor fala da verdade da vida, um filme cru, com excelentes atores, muito bem escrito, perturbando o espectador e cumprindo a sua função de obra de arte.
Um filme para a gente crescer assistindo.
Quem já sabe um pouco da vida sabe que o filme é uma lição pra quem não sabe.
Recomendo. Mas aviso: não é entretenimento, é arte.