João Adolfo Guerreiro
Descobrindo a verdade/ sem medo de viver/ A liberdade de escolha/ é a fé que faz crescer.
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Meu Diário
18/06/2020 22h19
90 dias de isolamento social

Hoje faz 90 dias que eu e minha esposa estamos em isolamento social. Aqui, nessa nossa querida e (aparentemente) segura bolha, vamos compartilhando saúde, paz e amor, com a graça de Deus, nesses tempos de horror e morte no Brasil e no mundo. Sem clima para comemorações, claro, mas sim para agradecimento pela vida, pelo ar nos pulmões e pelos parentes e amigos estarem vivos e bem.

Ontem soube que a Cláudia Gelb, escritora daqui, teve Covid-19 e superou. Fiquei feliz em saber que ela está bem, até escrevi uma crônica sobre isso hoje para o Portal de Notícias (https://souzaguerreiro.com/visualizar.php?idt=6981064). A imagem acima, de um vitral da Basílica do Divino Pai Eterno, de Trindade - Goiás, usei na crônica, por ela representar, a meu ver, principalmente, que Deus age no mundo por nós, uns pelos outros. Nós somos a via do milagre e da obra Dele, cada um de nós. "Não há salvação fora da caridade", como disse Allan Kardec.

A apreensão aumenta porque em maio os casos cresceram no Rio Grande do Sul e, agora no final de junho, início de julho, inicia o padrão de doenças respiratórias sazonais aqui no estado, o que levará a uma necessidade de maior controle sobre o avanço da pandemia no RS. Julho e agosto serão meses decisivos, o inverno chegará com força e nossa capacidade de união e reação será colocada à prova. Talvez o pior já tenha passado "quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos", com a primavera.

Acabei de ler Atos dos Apóstolos e inicio Carta aos Romanos, de Paulo, o que faço sempre aos pedaços antes de dormir, refletindo sobre cada ponto. Ontem destaquei algo que reconfortou muito minha alma e me deu muita força, no capítulo 5: "...mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado".

Agora à noite lancharemos umas cervejas Brahma zero álcool e torradinhas com queijo e presunto para marcar esses 90 dias. Vojo: vigiar, orar, jejuar e obrar - já expliquei o significado disso dias atrás, para o momento e para o futuro, como lição aprendida. Que todos fiquemos com Deus.

 

Publicado por João Adolfo Guerreiro
em 18/06/2020 às 22h19
 
18/06/2020 22h11
Tinha esquecido do Dia dos Namorados

Mesmo com toda a tristeza e apreeensão pela situação do país e pela morte de tanta gente (no dia seguinte saberíamos do óbito do primeiro charqueadense), queria deixar registrado que tomamos um vinho (o mesmo da imagem acima) para marcar o Dia dos Namorados. Parece meio surreal isso, mas alguma normalidade possível a gente se permite nesses tempos de anormalidade transitória. 

Publicado por João Adolfo Guerreiro
em 18/06/2020 às 22h11
 
13/06/2020 21h54
Ontem faleceu primeiro charqueadense de Covid-19

Ontem a noite, Dia dos Namorados rolando, e o charquedense Leandro, sobrinho do meu amigo Daltro Ferraz, falecia em Canoas, onde estva hospitalizado, entubado devido à Covid-19. É o primeiro óbito notificado aqui na cidade. Eu soube apenas hoje pela manhã. Uma lástima, uma data a ser lamentada. Todos devemos tomar cuidado, muito cuidado.

Não lembrava dele, mas quando a Aline Rocha me enviou a imagem acima, daí lembrei que cruzei com ele no dia dessa foto, em 11 de março. Fiz uma crônica no Recanto falando sobre isso: https://www.souzaguerreiro.com/visualizar.php?idt=6976453

Publicado por João Adolfo Guerreiro
em 13/06/2020 às 21h54
 
10/06/2020 00h59
Na tarde desta terça, churras de 80 dias

Ontem (já passa uma hora da meia-noite) fiz um churrasquinho às 14 horas para marcar os 80 dias de isolamento social nessa pandemia. O clima está tranquilo aqui em casa, mesmo com a apreensão e tristeza pelo que ocorre. Eu e minha esposa, casamento abençoado, convivemos muito bem com saúde, amor e paz. Sem tédio, só preocupação com a pandemia e seus efeitos nefastos no Brasil - agravado pelo destempero imperdoável do governo federal - e no mundo, onde a tragédia afeta a vida de muitas pessoas.

Tirando esse receio, nossa casa é bálsamo e aconchego. Espero logo voltar ao normal, ver ao vivo parentes e amigos, ir a jogos do Grêmio, igrejas, casa espírita, livrarias, passear, trabalhar. E mudar de vida também, solidariamente mais próximo das pessoas para estar mais próximo de Deus e fazer sua obra, que urgirá no período pós pandemia em auxílo à muitos que precisarão. Por enquanto isolamento, com as gatas (Coruja e Vulcana), o cachorro (Botafogo) e a cadela (Bela Ponte Preta Mixuruca).

Espero que todos fiquem com Deus e que as famílias sejam preservadas do pior, com as autoridades decidindo o que fazer a fim de preservar a vida das pessoas dos grupos de risco e protegendo principalmente todos os profissionais da saúde e suas famílias, esses anjos terrenos imprescindíveis que arriscam suas vidas para salvar a dos outros.

 

Publicado por João Adolfo Guerreiro
em 10/06/2020 às 00h59
 
09/06/2020 00h40
Ontem, dia 8, 80 dias de isolamento social

Pois é, nunca fiquei tanto tempo em casa. Só uma saída nesse período. Só me dei conta agora, 00:41 da madrugada de 09 de junho, do número redondo. Ficar em casa é bom, não sofro como as outras pessoas, que dizem que ficam entediadas, deprimidas. Até penso: com um vírus mortal na rua, ficar em casa é um alento!

Estava assitindo uma live no Youtube do doutor em microbiologia Átila Iamarino, junto com o ex-secetário de Vigiãncia Sanitária do Ministério da Saúde da gestão de Mandetta, Wanderson Oliveira, doutor em epidemiologia. Conclusão deles: o Brasil, nesse momento, deve possuir entre 3.5 a 4 milhões de casos. A taxa real de mortalidade é mesmo 0.8 a 1.2%.

Hoje farei um espetinho para comemorar a vida e a saúde. Hoje também sai o meu resultado de sangue par hemoglobina glicada na Clinitest, Agora é ver se a médica vai querer me ver ou se faço tudo online e via telefone.

Ah, a Rosilane me disse à noite que a dona Eva, mãe dela, estava se queixando de cansaço e dor no corpo. Como isso é algo que ela reclame de vez em quando faz tempo, torçamos para o melhor, né.

Publicado por João Adolfo Guerreiro
em 09/06/2020 às 00h40
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