Ontem, 29 de julho, quarta-feira, o Botafogo fez 13 anos. Nasceu aqui ao lado, na casa da minha sogra, numa ninhada de oito. É o único ainda vivo. Filho do Aquiles e da Filompeta e irmão do Alemão e da Vitória Chocolate, que acabaram ficando pelos meus sogros.
Cerca de um mês depois do parto da cadela levantei pela manhã e fui na casinha onde eles ficavam a fim de escolher um deles, indeciso. Resolvi que o primeiro que me olhasse e ficasse encarando eu pegaria. Deu Botafogo, nome dado por suas cores iguais ao do time carioca da estrela solitária.
Ontem chegou aos 13 anos, depois de muta grana gasta com veterinário após suas escapadas do pátio, para namorar, das quais vinha bastante esgualepado, a ponto de duas vezes ter de passar por cirurgia. Mas tudo ok, faz parte. Animal inteligente, tive de colocar cadeado batido no portão, pois ele primeiro abria a borboleta do portão, depois aprendeu a derrubar o cadeado colocado aberto na mesma - as duas vezes eu me escondi para ver como o danado fazia. Bom, aprender a michar o cadeado batido ele não conseguiu. Ainda.
Ontem a Joana e o Jessé estiveram aqui, às 18h, para o níver dele. Fiz o trabidional churrasquinho, do qual dei uma prova para meus sogros. Após, entregamos os presentes ao aniversariante, encomendados na Agropecuária Jacuí; o Thiago, proprietário, os entregou aqui em casa. Uma galinha de plástico que nem ele e nem a Ponte Preta se interessaram. Depois um osso fêmur de porca para cada um, dái eles gostaram. Mas o ponto alto foram os bifinhos de carne para cachorro, que eles adoraram. Demos fazendo "Danrlei", ou seja jogávamos para que eles pegasse no ar, como se fossem o homônimo goleiro gremista atacando. O Botafogo é craque nisso, não escapa uma. A Ponte Preta acho que é colorada...
Como ele comeu os bifinhos e mais uns churrasquinhos que eu dei, aconteceu o que sempre acontece quando ele ingere muita proteína: vomita. Mas daí ele come tudo de novo (se vomita ração, aí ele não faz isso), o que a Rosilane acha nojento e eu muito engraçado.
E foi isso. Vida que segue, com o contágio, o epalhamento e as mortes aumentando na cidade.
Mais um marco, dia 28 de julho, nessa caminhada pela saúde individual e coletiva. Rotina que segue, esperando vacina anunciada em dezembro. Ficar em casa e esperar, é o que podemos fazer. Acima, imagem de duas faixas idênticas que colocamos na frente da casa. Encomendei-as no Ateliê Gráfico, aqui em Charqueadas.
NOTA DE PREOCUPAÇÃO - Rosângela Dornelles anunciou dia 26 que testou positivo para a Covid-19. Médica e política importante de nossa cidade, comprometida com a vida das pessoas, baita ser humano. Espero que se recupere para voltar o mais breve possível ao convívio com a família.
FOTOS - MOMENTOS DO ISOLAMENTO EM CASA: https://www.souzaguerreiro.com/album.php?ida=19788
Depois que chegou a cola Titebond profissional que encomendei com a Manuela, finalmente consertei o violão com o "headstock" quebrado há mais de um ano, Colei sábado pela manhã, dia 18 de julho, e tirei da prensa e recoloquei tarraxas e cordas na tarde da segunda-feira, 20. Ficou muito boa a colagem e o violão permanece com timbre e afinação intactos.
Fotos do conserto: https://www.souzaguerreiro.com/album.php?ida=19787
Nenhum de nós sabe se vai passar incólume por isso ou se vai ficar pelo caminho. Faz parte. O que eu sei é que já vejo as tarefas que se apresentam para mim caso ainda esteja nesse plano físico pelos próximos anos: a quem ajudar, a quem estar do lado, divulgar quais verdades, viver de que forma. Coisa boa saber do caminho a seguir no futuro. Ter certeza sobre o norte a seguir é muito bom.
Ficamos em casa! 120 dias direto em casa, cuidando-se e cuidando. Luta pela vida. Deus seja louvado.
A PRIMEIRA LIVE A GENTE NUNCA ESQUECE
Ontem à noite participamos dessa live da foto no Facebook. Assisti muitas lives nesses 120 dias, mas essa foi a primeira da qual participo. A Paula - acima, à esquerda, de óculos - organizou. Eu e a Rosilane, mais a Cláucia Gelb - embaixo - e a Alda Marici - acima. Era uma live sobre cultura, especificamente literatura. Aimar Patrícia e Guilherme Bertollo fizeram a parte musical, ela com uma canção da Angela Ro Ro e ele com Epitáfio e Vamos Fugir. Muito legal, adorei ter participado. teve umas mil e duzentas vizualizações.
Cláudia leu um texto dela, uma crônica, sobre sua experiência com a Covid-19, além de falar de seus livros (Transmutação - novela - e Conserto - contos) e do romance que está escrevendo. Allda leu um poema do Bretch e falou sobre suas poesias. Eu e a Rosi falamos de nossa trajetória na literatura, eu na crônica e ela na poesia e no conto. Escrevo para a mídia local desde 1989: O Metalúgico (boletim sindical), Diário de Charqueadas (seg à sexta), A Região (tablóide semanal) e Portal de Notícias (tablóide semanal e site). A Rosilale também já foi colunista no jornal A Semana.