Linda essa imagem acima, né? Pois é, é do Face da Maria Machado, foto de capa dela. Peguei de lá. Ela era de Butiá, foi minha colega de plantão no Pórtico da PMEC. Morreu ontem, de infarto fulminante. Fiquei sabendo depois do jogo do Grêmio, a Minéia me enviou um messenger avisando.
Nova, regulava de idade comigo. Uma baita colega, boa de se trabalhar, tranquila, calma, trabalhava certo, correta, educada e simpática. Já estava aposentada. Via ela só pelo Face, nos últimos anos. Essa imagem dela eu curti e compartilhei no meu perfil, há um tempo, pois a achei realmente muito legal. Quando cheguei na PMEC, trabalhei na turma dela e do Miro, depois ele saiu e ficamos nós dois. Era irmá do Daniel, outro colega 100%. Bah, muito triste isso.
Deus te receba, Maria.

Ontem de tarde a Joana esteve aqui em casa. Vai casar dia 13 de dezembro, mas acha que, devido à segunda onda da pandemia aqui no RS, talvez não consiga, pelas determinações restritivas do Modelo de Distanciamento Social do governo estadual. Sua formatura será em janeiro, agora ela se prepara para a banca de seu trabalho final.
Lembro quando, anos atrás, ela foi fazer vestibular para Direito na Unisinos. Eu disse pra ela: Joana, se tu passar eu pago pra ti, mas tu vai ter de concluir esse curso, pois eu não vou jogar dinheiro fora.
Aí não lembro se ela passou ou não, mas não fez Direito lá. Foi fazer Letras na UFRGS, mas não ficou mais de um ano. Daí fez vestibular para Direito na universidade que ela tá agora - Ritter dos Reis/Uniritter. E se formando. Legal.
Tá linda ela nessas fotos de prova de toga, adorei.
Hoje faz tudo isso que não saio de casa, que não coloco o pé para fora do portão. Literalmente. Na verdade, só saí uma vez, na calçada, para ajeitar o saco de lixo com folhas e coco de cão que arrebentou. Só essa vez.
Na FOTO ACIMA, meu sogro Pedro Noé Damasceno Rocha e seu neto Artur Mirapalheta Rocha, na rede dele, os dois bem faceiros, com seus olhos azuis - os únicos na família - brilhando. Foi tirada no domingo, quando do churras, pela sua nora, Manuela Marrek Mirapalheta. Quando fizemos esses churrascos, fica cada família em seu pátio, observando o distanciamento social. Como a cerca divisória é de tela, tudo funciona legal.
Começando pelo fim: Dia 25 morreu o MARADONA, em casa, aos 60 anos recém completos. No mesmo dia em que, quatro anos antes, morreu o Fidel Castro, seu amigo cujo rosto trazia tatuado na perna. Coincidência - lembro de estar num shopping center de Foz do Iguaçu quando Fidel morreu. No dia de sua morte, estava, coincidentemente, com uma camisa 10 da Argentina. Parece que a gente capta algo, as coisas se connetam, sei lá. Li textos sobre o Maradona do saudoso e icônico escritor uruguaio Eduardo Galeano nos livros Futebol ao sol e à sombra e Fechado por motivo de futebol. Também assisti uma série na Netflix chamada Maradona no México, de quando ele treinou um time chamado Dorados, da segunda divisão, na tentativa de fazê-lo subir. Um cara legal ele era, de muita consciência politica e social. Na Argentina, ícone e semideus. Seu funeral parou o país.
ADVENTO & NATAL - Ontem foi o primeiro domingo do Advento. Ia iniciar a montagem da árvore de Natal pela tarde, mas bebi muito no churrasco que fiz para o Pedrinho e meus sogros - tudo rigorosamente dentro dos protocolos de distanciamento social - e fiquei ruim do estômago. Fiz hoje à tarde, então. Na verdade pela noite, pois a hipermegasuperlinda Joana veio aqui conversar bem no horário que começaria o serviço. Coloquei as luzinhas na casa e, em vez de luzes na minha "ameixeira de Natal", coloquei um caxinha de laser de efeitos mirando nela, fixada na janela. Além de menos trabalhoso, acho que o efeito ficou até mais legal. Amanhã colocarei as "garrafas de natal" de cerveja Maestro 10 penduradas nela e demais enfeites. Obrigado, meu Deus, por estar aqui na proximidade do Natal, com meu pai, minha mãe, meus familiares e amigos vivos.
FIBROMIALGIA - A Rosilane teve outra crise de fibromialgia ontem de tarde. Novo susto, mas pela noite e hoje de manhã estava melhor. Ufa.
MACIEL - Descobrimos que o Maciel, amigo nosso, pegou Covid-19 e teve um infarto. Fez 60 anos na semana passada no hospital, mas está vivo. Incluímos ele em nossas orações (Atualização: parece que o Maciel está na mesma situação que o tio Sérgio esteve, ou seja, demoraram para reanimar e afetou o cérebro. Fiquei muito triste em saber, ele é um cara muito legal, gente boa mesmo).

Ontem foi sexta-feira 13. Amanhã, 15 de novembro, domingo, dia do primeiro turno das eleições municipais, serão 240 dias de isolamento social que eu somarei. Quem diria que eu estaria vivo ainda? Quem sabia de algo, lá pelo final de março, sobre como seriam as coisas nessa pandemia? Mas eis-me aqui, 14 de novembro, 239 dias depois, ainda vivo, com ar nos pulmões, com todos os parentes vivos, graças a Deus.
A foto acima é de um vídeo que eu fiz para a candidatura da minha prima, a Paula, à vereadora, uma grande liderança política, nata. Nela manifesto meu apoio para ela e para a Dra Rosângela Dornelles à prefeita. Desde que saí do PT e deixei de fazer política partidária, em 2010, que eu não me envolvo tanto em uma campanha, mesmo não saindo de casa devido a pandemia. Ajudei financeiramente, fiz jingle, fiz canção, manifestei-me publicamente em vídeo e em postagem. Devido a importância do momento, onde se está lutando pelo direito a vida e pela democracia, se eu pudesse seria candidato a vereador só para apoiar a candidatura da Rosângela, uma pessoa iluminada, comprometida. Confio muito nela e na Paula. Não havia, esse ano, a opção de se ficar neutro, sem tomar posição.
É uma eleição parelha, são seis candidatos e quatro deles, a Rosângela incluída, tem chances. Creio que pode acontecer de um deles, como 25% dos votos, se eleger. Espero que seja ela, seu compromosso com a vida é inequívoco. Quem diria que chegaríamos a esse ponto no Brasil, lutarmos pela vida e pela democracia? Perdemos com Temer e Bolsonaro os direitos trabalhistas e previdenciários e esse último superou todas as piores expectativas possíveis, o cara é um insensato, uma besta, um monstro. Deus nos proteja do que pode vir ainda.
E eu aqui, em casa, grupo de risco, fora do mundo real. Qual é o caso de extrema necessidade que justifica sair de casa, correr risco de contágio e de vida? Decisões. Na verdade essas eleições nem deveriam ter acontecido antes de se ter uma vacina. Mas aconteceu e, aqui na região e no RS, o espalhamento voltou a crescer. Seja o que Deus quiser, agora.
ROSILANE - Há duas semanas ela teve uma crise forte de fibromialgia, sentiu muita dor e eu me assustei, confesso. Pensei: é o momento da saída por extrema necessidade. Fiquei tranquilo, conformado e gostei disso, de ter ficado tranquilo por aceitar a situação. Seja o que Deus quiser, a minha obrigação, por extrema necessidade, estou pronto para fazer, por um motivo que justifique plenamente o risco. Ela tomou uns remédios e esperamos uma hora. A dor cedeu e podemos lidar com a crise com os medicamentos de casa, sem precisar ir no hospital tomar morfina. Levou dez dias para ela voltar ao normal. Ufa, essa foi por pouco.
MAL ESTAR - Tive um mal estar ontem de noite. Vomitei no WC, creio que foi algo que comi. Tomei Coca Cola, 1 litro, duas batatinhas Rufles e amendoim torrado. Após, tomei café com leite e pão feito em casa. Será que foi o somatório, pois comi bastante amendoim. Sei lá. Tudo ok, agora.
CRISE - Semanas atrás a Joana teve uma crise, também. Foi outro momento tenso aqui em casa, de preocupação. Mas o Jessé parece que já sabe lidar com as coisas.
Chega vacina, chega.