João Adolfo Guerreiro
Descobrindo a verdade/ sem medo de viver/ A liberdade de escolha/ é a fé que faz crescer.
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Meu Diário
11/12/2008 18h08
Grêmio, nada pode ser maior
Grêmio Campeão do Mundo: 25 anos
11 de dezembro de 1983, há exatos 25 anos, o Grêmio conquistava o título de CAMPEÃO MUNDIAL INTERCLUBES no Japão. Foi o terceiro clube de futebol do Brasil a conquistar esse título, antes só Santos (1962-63) e Flamengo (1981).
Com Fábio Koff na presidência, Espinosa como treinador e Mazazaropi, Paulo César Magalhães, De Leon, Baidek, Paulo Roberto, China, Osvaldo, Renato Gaúcho, Paulo Cézar Caju, Mário Sérgio, Caio, Bonamigo e Tarciso "Flecha Negra" na equipe que disputou nas quatro linhas o título mundial com o Hamburgo, vencendo com dois gols de craque de Renato aquela final, na prorrogação.
Neste domingo, ao meio dia, o canal 4 vai reprisar esse jogo.
Gremistada, vamos comemorar hoje esse grande feito de nosso centenário tricolosso!
GRÊMIO CAMPEÃO DO MUNDO, NADA PODE SER MAIOR!
Confiram a retorpectiva no site do Grêmio:

http://www.gremio.net/page/view.aspx?i=retrospectiva&language={0}
Publicado por João Adolfo Guerreiro
em 11/12/2008 às 18h08
 
07/12/2008 00h39
Grêmio rumo ao Tri!!!!
Daqui a alguns minutos (agora são 23h45min)  estarei indo pra casa pra, depois da meia-noite, abrir uma champagne pra começar a entrar no clima da decisão do Brasileiro 2008.
Vou viver intensamente esse domingo, agora à meia noite, no café da manhã, no almoço e durante o jogo.
Desde o jogo Vitória 4x2 Grêmio que eu estou confiante, sabia que o Flu ia complicar o São Paulo no Morumbi e creio firmemente que o GOIÁS vai derrotar o São Paulo, mesmo com esse lance todo de troca de juiz e tentativa de suborno que estourou hoje.
Ao GRÊMIO, cabe vencer o Atlético Mineiro no Olímpico. Não vou no jogo, vou ficar aqui em Charqueadas pra comemorar o título com os amigos.
Agora é esperar. Muito bom poder viver um momento desses.

Publicado por João Adolfo Guerreiro
em 07/12/2008 às 00h39
 
07/12/2008 00h28
Mostra de Música Encanto da Terra

Agora a noite aqui no Parcão de Charqueadas toquei a canção Olga, que foi selecionada para o CD da Mostra de Música. A prefeitura ainda não entregou os CD's, mas deverá fazê-lo até a próxima sexta-feira.
Como minha mãe estava com problemas de garganta, cantei eu mesmo. Tive de mudar o tom de Bbm pra Em, mas até que saiu, pois eu tinha feito originalmente o arranjo de violão nesse tom (modulei pra Bbm pra voz da minha mãe e afinava o violão meio tom abaixo, pra poder usar uma armadura de acordes como se tocasse em Bm). Em vez de usar violão de nylon, como na gravação e no dia da seleção, usei minha guitarra strato timbrada com um pedal flanger da boss, ficou legal, gostei do resultado.
Tocaram também Adão Cléo, Roni Ribeiro, Alex Camboim, IDR e Neozine. Gostei dos sons dos outros caras, foi bom ouví-los de novo, a eliminatória tinha sido em novembro de 2007.
Quando a prefa entregar os CD's eu publico as canções aqui no RL, nosa meus áudios.


(Na foto acima, minha mãe, eu e o maestro Luciano, durante a gravação de Olga, em agosto)

Publicado por João Adolfo Guerreiro
em 07/12/2008 às 00h28
 
01/12/2008 22h52
Tô de férias
Saí de férias hoje. Meu primeiro dia. Dormi das 13:30 às 19 horas.
Comecei radicalizando no descanço. Adoro tirar férias em dezembro.

Publicado por João Adolfo Guerreiro
em 01/12/2008 às 22h52
 
28/11/2008 12h49
O centenário do Mito
Texto (e foto - arte de Pedro Dreher) extraído de coluna de hoje do jornal Correio do Povo de autoria do jornalista e escritor gaúcho Juremir Machado da Silva:

Cem anos! Claude Lévi-Strauss comemora hoje o seu centésimo aniversário. Francês, embora nascido na Bélgica, o antropólogo tanto estudou os mitos indígenas que praticamente se transformou num deles. Se Pedro Álvares Cabral foi o primeiro europeu a 'descobrir' o Brasil, não se levando aqui em consideração outros viajantes apressados e quase esquecidos, Lévi-Strauss 'descobriu' o Brasil uma segunda vez, na década de 30 do século passado, até para os brasileiros. Jovem professor, em busca de experiência e de aventuras intelectuais, ele aceitou integrar a missão que ajudou a fundar a Universidade de São Paulo. Ao chegar ao Brasil, percebeu que a elite paulista sabia muito sobre a Europa e quase nada sobre a cultura cotidiana profunda que a cercava.
Quando perguntava o nome de uma árvore nativa, nas ruas da pequena São Paulo de então, ficava sem resposta. O 'exílio' brasileiro de Lévi-Strauss resultaria na criação da antropologia estrutural e em algumas obras-primas na fronteira das ciências humanas e da literatura. É o caso do clássico 'Tristes Trópicos', uma espécie de 'Casa Grande & Senzala', escrito por um estrangeiro, cujas primeiras frases são conhecidas de cor por qualquer intelectual que se respeite: 'Odeio as viagens e os exploradores. E aqui estou eu disposto a relatar as minhas expedições'. Só fez isso em 1955. Já tem algo de um mantra. Como a primeira frase de Proust: 'Durante muito tempo, eu me deitei cedo'. Ou de Gilberto Freyre: 'Quando em 1532 se organizou econômica e civilmente a sociedade brasileira, já foi depois de um século inteiro de contato dos brasileiros com os trópicos'. Tristes...
'Tristes Trópicos' é o tipo de livro que qualquer um daria a vida para ter escrito ou que qualquer pessoa de bom gosto levaria para uma ilha solitária, se esse gênero de imagem não fosse de mau gosto. Lévi-Strauss narra os seus encontros com as culturas Caduveo, Bororo, Nambikwara e Tupi-Kawahib. E, claro, com os paulistas. O grande lance de Lévi-Strauss foi provar que o pensamento selvagem não é primitivo. Exceto, quem sabe, o dos paulistanos: 'Um espírito malicioso definiu a América como sendo uma terra que passou da barbárie à decadência sem conhecer a civilização. Poderíamos, com mais razão, aplicar essa fórmula às cidades do novo mundo: vão da frescura à decrepitude sem se deterem no antigo'.
Que paulada! O antropólogo zomba de uma moça que achara Paris suja: 'A brancura e a limpeza eram os únicos critérios de que dispunha para apreciar a beleza de uma cidade'. Em relação à culinária não era diferente. De uma sobremesa dizia-se doce ou muito doce. Lévi-Strauss chocava-se com a 'falta de reminiscências', raiz da nossa deficiência de memória, e antecipava: 'A passagem dos séculos representa uma promoção para as cidades européias; para as americanas, a simples passagem dos anos é uma degradação'. São Paulo comprova a cada ano que o mestre tinha razão. O ritmo de construção na cidade era frenético, uma casa por hora: 'E todavia São Paulo nunca me pareceu feia: era uma cidade selvagem, como talvez todas as cidades americanas, com exceção de Washington'.
Vale ainda uma citação de 'Tristes Trópicos: 'Ao ver esses professores miseravelmente pagos, obrigados a executarem trabalhos obscuros para poderem comer, senti orgulho de pertencer a um país de cultura antiga no qual o exercício duma profissão liberal estava rodeado por um conjunto de garantias e prestígio'. Será que mudou algo?

juremir@correiodopovo.com.br
Publicado por João Adolfo Guerreiro
em 28/11/2008 às 12h49
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