João Adolfo Guerreiro

Descobrindo a verdade/ sem medo de viver/ A liberdade de escolha/ é a fé que faz crescer.

Meu Diário
18/07/2020 17h28
O futuro a Deus pertence, sempre, seja do jeito que for

Nenhum de nós sabe se vai passar incólume por isso ou se vai ficar pelo caminho. Faz parte. O que eu sei é que já vejo as tarefas que se apresentam para mim caso ainda esteja nesse plano físico pelos próximos anos: a quem ajudar, a quem estar do lado, divulgar quais verdades, viver de que forma. Coisa boa saber do caminho a seguir no futuro. Ter certeza sobre o norte a seguir é muito bom.


Publicado por João Adolfo Guerreiro em 18/07/2020 às 17h28
 
18/07/2020 00h17
120 dias de isolamento social

Ficamos em casa! 120 dias direto em casa, cuidando-se e cuidando. Luta pela vida. Deus seja louvado.

A PRIMEIRA LIVE A GENTE NUNCA ESQUECE

Ontem à noite participamos dessa live da foto no Facebook. Assisti muitas lives nesses 120 dias, mas essa foi a primeira da qual participo. A Paula  - acima, à esquerda, de óculos - organizou. Eu e a Rosilane, mais a Cláucia Gelb - embaixo - e a Alda Marici - acima. Era uma live sobre cultura, especificamente literatura. Aimar Patrícia e Guilherme Bertollo fizeram a parte musical, ela com uma canção da Angela Ro Ro e ele com Epitáfio e Vamos Fugir. Muito legal, adorei ter participado. teve umas mil e duzentas vizualizações.

Cláudia leu um texto dela, uma crônica, sobre sua experiência com a Covid-19, além de falar de seus livros (Transmutação - novela - e Conserto - contos) e do romance que está escrevendo. Allda leu um poema do Bretch e falou sobre suas poesias. Eu e a Rosi falamos de nossa trajetória na literatura, eu na crônica e ela na poesia e no conto. Escrevo para a mídia local desde 1989: O Metalúgico (boletim sindical), Diário de Charqueadas (seg à sexta), A Região (tablóide semanal) e Portal de Notícias (tablóide semanal e site). A Rosilale também já foi colunista no jornal A Semana.

 


Publicado por João Adolfo Guerreiro em 18/07/2020 às 00h17
 
17/07/2020 00h13
Live sobre cultura - música e literatura

Eu assisti muitas lives durante esses 120 isolamento social que completo amanhã, dia 18. Adoro. E essa que ocorre hoje, às 19h, será a primeira da qual participarei. Legal, com um pessoal legal. Vamos ver como será, ansioso e feliz.


Publicado por João Adolfo Guerreiro em 17/07/2020 às 00h13
 
16/07/2020 22h54
Dia 14, terça-feira, aniversário do pai

Na terça o pai fez 84 anos. Nem sabia, lá em 21 de março, quando tudo isso de fato começou para mim, com o primeiro caso em Charqueadas de Covid-19, se eu chegaria à Semana Santa, ao Dia do Trabalho, ao Dia das Mães, Namorados, meu aniversário. Ainda mais o aniversário do pai, agora em julho. Tudo parecia tão distante frente ao desconhecido. Na verdade a gente não sabia ainda como tudo isso seria. Mas o pai fez fez seus 84 anos, está em casa, isolado, tudo bem com ele. Graças à Deus.

No mesmo dia que ele fez 84, um senhor de Butiá, Pedro, estava internado com Covid-19 e completou 80. Faleceu na madrugada de quarta-feira. Vi essa notícia no Portal de Notícias. O homem fez níver e faleceu, que desgraça. Não tem como não pensar nisso, na tragédia que tudo isso é para as pessoas e para as familias. Lembrei da festa que fizemos nos 80 anos do pai e na dor que deve ter sido para os familiares desse senhor não realizarem festa, terem o pai e avô no hospital e ele falecer logo na madrugada seguinte. A gente nem se dá conta que só pelo fato de ter ar nos pulmões somos privilegiados e que ter um pai vivo aos 80 e reunir a família com ele para um aniversário é demais. E ter, durante uma epidemia letal para os idosos, o pai completando 84, é uma graça do Senhor.

Vamos levando. A Joana estava aqui, no pátio e de máscara, nos fundos da casa, comendo com a gente, observando o distanciamento social quando fizemos uma live pelo messenger para parabenizar o pai. Cantamos Dama de Vermelho e Guri para o pai, eu, a Rosi e a Joana. Cantamos aniversário pra ele com o Hino do Grêmio, acompanhei minha mãe cantando parabéns para ele lá. O Gilmar, meu cunhado, tocou Índia com ela. A Emília e o Tiago estavam lá, havia bolo e salgadinhos, o pai soprou as velinhas, estouraram balões. Na segunda e na terça eu coloquei aviso no grupo do Facebook dos 80 anos do pai, que ainda é ativo, para que as pessoas ligassem pra ele, para o fone convencional da casa. Avisei o Pedrinho, pois sei que o pai gosta dele. Foi legal.

Depois o Dálvio, meu primo, entrou em contato comigo pelo messenger perguntando se eu não iria lá, pelo menos para vê-lo no portão. Disse que não. Não vejo sentido nesse tipo de coisa, eu e ele somos grupo de risco. Qual o sentido prático e útil disso, ao meu ver? Nenhum. Com celular e live a gente tem contato seguro para os dois. Da maneira como enxergo, a gente tem de ser forte emocionalmente e seguir os protocolos de segurança. Tem outro jeito? Ao meu ver, não; circular e arriscar é equívoco, hoje. Ainda mais quando se é de risco. Para mim, conviver com a pandemia não é ficar à mercê dela, fazendo coisas que se fazia na normalidade anterior à março de 2020. Para mimm é se adequar a essa anormalidade transitória, firmar o garrão nos procedimentos de segurança até que venha a vacina. O resto eu vejo como um sentimentalismo que não ajuda nem prática, nem emocionalmente e nem psicologicamente. Atrapalha e dificulta, inclusive, mas respeito o que as outras pessoas acham e fazem, pois é um momento difícil, muito maior que a gente.

Essa foto é de quando eu fui com o pai na Arena Grêmio, acho que em 2018, não lembro, agora. Recordo que ele subiu as rampas e ficou cansado, eu devia ter pedido um carrinho que eles tem lá para o transporte de gente velha.  Almoçamos na Hamburgueria 1903 e conhecemos o estádio, foi um dia realmente feliz pra mim ter levado o meu pai lá, ter convencido ele a ir e bancar tudo do meu bolso. Amo o meu pai. Nery Mathias Velho Guerreiro, brigadiano aposentado, casado com a professora estadual aposentada Ivone de Souza Guerreiro, nascido em Mostardas, na localidade chamada Barros, logo depois da divisa com Palmares do Sul, próximo ao primeiro Farol da Solidão, região entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico, dia 14 de julho de 1936 às 11h30min da manhã, filho de João Guerreiro de Lemos e Maria Raupp Velho Lemos. Somos Guerreiro porque o vô colocou o sobrenome materno em todos os filhos e Lemos nas filhas, que era "pra botar os Guerreiro pra frente". Não conheci meus avós, nenhum deles, nem maternos nem paternos, mas eu a minha irmã carregamos seus nomes: João Adolfo e Maria Emília. Eu gosto. Hoje, dos 12 irmãos do meu pai, tem ele, um irmão e uma irmã mais novos e uma irmã mais velha. Quatro. Quero estar aqui para ver os 100 anos do pai, que nem estava nos 100 da tia Ná, tia dele, minha tia avó e madrinha de nós dois.

Ainda quero fazer a viagem combinada com o pai e o Matheus até São José do Norte, para conhecer toda a região onde o pai nasceu.

PS - As filhas do Pablo, sobrinho da minha esposa, nasceram dia 14 de julho, a mais velha, a Maria Laura, níver do meu pai, e as gêmeas do Ceará dia 24 de junho, meu níver. Espero sinceramente que ele reencontre seu caminho.


Publicado por João Adolfo Guerreiro em 16/07/2020 às 22h54
 
28/06/2020 21h18
100 dias de isolamento social

100 dias de isolamento social, neste domingo. 100 dias em casa, eu, minha esposa, as duas gatas, a cadela e o cachorro. Está sendo muito bom. Lendo, vendo TV Pai Eterno, escrevendo, fazendo as rotinas dométicas. Sabe de uma coisa, a gente não precisa sair tanto de casa, assim. Se no teu lar tu encontras saúde, paz e amor, o que buscar lá fora? Não digo se entocar em casa, mas esse lance de viver na rua. Buscar o que, lá fora, nessa ausência doentia do lar? Sair para a convivência e a troca saudável, para ver as coisas, os lugares e as pessoas belas do mundo, mas a casa da gente é tão boa. O mundo é belo, mas a casa da gente é salutar. Por isso acho que me adaptei tão bem ao isolamento, ao contrário das pessoas que vejo lamentando nas redes sociais. Eu e a Rosilane nos damos muito bem.

Desde sexta estou às voltas com dois textos para o Portal, um sobre os 120 anos do escritor Antonie de Saint-Exupery e outro sobre os santos de junho, Antônio, João, Pedro e Paulo, baseando-me nos Atos dos Apóstolos, principalmente. Estou me divertindo muito com isso.

52 ANOS - Meu aniversário, na quarta, foi tão bom. Pela mandei buscar meu atestado médico para o serviço, no Centro Vida. Durante a tarde, lavei todas as lajes e arrumei o pátio. Meus pais fizeram uma live para mim, via whatts app, às 18 horas. Meu pai, minha mãe, minha irmã e meu cunhado Gilmar. Estavam na sala da casa dos meus pais, com balões azuis junto à janela, que a minha mãe ia estourando com uma algulha. Adorei isso. Meu pai estava muito alegre, falou legal comigo, minha mãe pediu para eu fechar os olhos e leu uma oração; chorei, emocionado - que criatura maravilhosa é essa mulher. Tocaram umas canções, também. Chalana, Beijinho Doce, minha mãe cantava e meu cunhado tocava. Cantaram parabéns, Foi muito bom. Joana e Jessé chegaram aqui em casa, cumprindo o distanciamento social. A Rosilane fez maionese (deliciosa), uma carne com osso no forno (ficou macia, espetacular), arroz branco, salsichão na assadeira e eu espetinhos. Demos uma prova de tudo para meus sogros, pela cerca. Bebemos vinho tinto seco, Conde de Foucauld. A Rosi fez um bolo, cantaram parabéns e soprei as velinhas. No Facebook, onde não colocoa lembrança de aniversário, o Guto Martin fez uma postagem me parebenizando e dezenas de pessoas, depois disso, me felicitaram.

Recebi ligações da tia Dione, do Dálvio, da prima Patrícia, do Luis Otávio, da Luma, dos meus sobrinhos; a prima Paula fez um chamada de vídeo pelo messenger;o tio Glênio, a Daniela, a Débora, Jeferson Fortes, Levi Moraes (PM), Ricardo Gelb, Catarina, Aline e o Pedrinho mandaram parabéns pelo messenger. A Rosilane me fez artesanalmente um gato de pano, que dei o nome de Joel. Queria Barba Azul, pela cor dele, mas ela disse que era nome de um matador. Nem lembrava disso.

Cheguei lá, todo mundo vivo e com saúde, familiares, amigos e colegas. Foi muito bom. Obrigado meu Deus!

PS - Minha filha está tão linda. Uma mulher, já, dona da sua vida, trabalhando, se formando, para casar. Admiração e orgulho dessa guria.


Publicado por João Adolfo Guerreiro em 28/06/2020 às 21h18



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