João Adolfo Guerreiro
Descobrindo a verdade/ sem medo de viver/ A liberdade de escolha/ é a fé que faz crescer.
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"You're The One That I Want"

Eu poderia estar em Porto Alegre vendo o Ciro Gomes na Assembleia Legislativa, mas estou aqui, às 13h13min de hoje (que, para as senhoras e os senhores que estão lendo, foi ontem), escrevendo esse texto para vocês e assistindo um clip de John Travolta com a Olívia Newton-John cantando a canção citada no título acima. A vida (adoro esse lugar-comum) é feita de escolhas: optar é viver. Viver o que se quer. Optei por estar aqui, digitando essa crônica no computador. Logo, estou vivendo.

Eu era apenas um guri latino-americano, sem dinheiro no banco, filho de brigadiano com professora e vindo lá da Colônia no final da década de 1970 quando ouvia, na Cohab, essa canção no rádio, toda vez que ela era executada na programação. Era o jeito, era só o que tinha. Bem capaz que os meus pais iriam a Porto Alegre comprar um LP com a trilha do filme “Grease – Nos Tempos da Brilhantina” pra mim. Seria muita mão de obra. Impensável. Hoje assisto o vídeo até cansar no You Tube. Moleza.

Escutando a canção agora, reparo que a linha de baixo é bem legal, bem dinâmica. Olívia, até falando, tem uma voz bonita. Cantando, lembra a Sandy (que, inclusive, é o nome da personagem dela no filme e o motivo do Xororó o ter colocado em sua famosa filha), melhorada. Eu achava-a um mulherão. Hoje, constato que, mesmo bonita, estava mais para uma Olívia Palito. Mas envelheceu muito bem. Pesquisei no Google um vídeo dela desse ano, cantando ao vivo. Ah, o John Travolta também envelheceu bem, tanto física quanto artisticamente, refundou-se como ator, se pensarmos nele como o intérprete de musicais e dançarino do início da carreira. Envelhece(re)mos bem, nós?

Poderia estar escrevendo também sobre as privatizações do Temer, sobre os atrasos do Sartori, sobre o Grêmio recuado do Renato ontem (anteontem para vocês), sobre a “perseguição” ocorrida no centro de Charqueadas no final da tarde da mesma quarta-feira ou sobre qualquer outro tema regional. Todavia, nessa tarde quente de inverno (!), falo sobre uma canção antiga, vivendo esse momento lindo e refletindo sobre a existência.

A vida é feita de escolhas e momentos. Você já escolheu o que quer para hoje?

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BASQUETE – Quarta-feira passada marcou os trinta anos do título da seleção brasileira de basquete no Pan-Americano realizado nos Estados Unidos, quando venceu a final contra a equipe da casa, feito único. Grande geração aquela de Oscar e Marcel, que aplacou um pouco o “complexo de vira-latas” (ver tópico abaixo) oriundo do futebol, desde 1970 na seca de título em Copa do Mundo. Em 1994 o futebol retomou sua glória. Já o basquete masculino nunca mais foi o mesmo. A vida é como ela é.

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NELSON RODRIGUES – Falando nisso, também na quarta estaria completando 105 anos o grande cronista carioca (foto acima), nascido em Recife, autor da expressão “complexo de vira-latas” (cunhou-a em referência ao “Maracanazo” de 1950, perpetrado pela seleção uruguaia). Ele possuía múltiplos talentos, artista único na literatura nacional, mas quero destacá-lo como cronista. Falou muito de futebol e sobre “A vida como ela é”, nome da famosa coluna de crônicas que assinou no jornal Última Hora, entre 1950 e 1961. Fica o registro.
 
João Adolfo Guerreiro
Enviado por João Adolfo Guerreiro em 25/08/2017
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