João Adolfo Guerreiro
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Desconstruindo o Centro

Quando algumas coisas são acrescentadas à paisagem de uma urbe, geralmente são vistas como boa nova; quando outras passam de forma efêmera, seu desaparecimento não gera comoção. Entretanto, prédios e personagens antigos, quando somem de nosso dia a dia, deixam um sentimento de desacomodação e saudade.

Com a proximidade do fechamento da Rodoviária, chama atenção a quantidade de alterações na parte central de Charqueadas em pouco tempo: o CTG Ramiro Barcelos desabou; o Crep’s Lanches saiu da esquina da rótula; o Clube Tiradentes está fechado, em ampla reforma; a seringueira em frente ao supermercado foi cortada; a Banca do Povo fechou, deixando-nos sem a dona Loivacir e suas revistas; e, por fim, o Banrisul mudou para perto da prefeitura. Toda uma gama de hábitos e interações sociais que se foram do cotidiano do bairro.

O Centro, logo, está sendo "desconstruído" e "reconfigurado". Eu, que sou da Colônia, morei na Cohab e estou há 20 anos no Centro já sinto esse processo, imagino, então, as pessoas que há muito vivem por aqui e conheceram, dentre outras, a Miscelâneas (do seu Negrinho), a Casa Navegantes (do Adão Machado), o Bar do Paulo, a Foto Miro, o supermercado São Roque (do seu Libório, da dona Neide, do Júlio, do Pepino e do Jorge), a Cooperativa dos Mineiros e a Barbearia do Seu Ari. É a vida.

PS - A Joalheria Ferreira, a A Barateira, os Bjaige e o Depósito de Bananas Brambila permanecem na ativa.



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TRAMATEIA – Uma espécie de supergrupo de rock charqueadense, formado por músicos que fizeram história na cena local em carreira solo ou em outras bandas, vai tocar no Muralha Charqueadas dia 19 de agosto, sábado, às 22h30min. Na formação, Aimar Patrícia (voz e violão), Leandro Lacerda (guitarra), Edison Lacerda (baixo) e Luciano Noll (bateria). No repertório, clássicos do rock nacional e canções próprias.

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HARDEST – Amanhã, às 23 horas, outra grande banda local, A Hardest, de hard rock acústico, vai se apresentar no Bar do Tonho – Metal Rock Bar.

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CLARA NUNES - Dia 12, se viva, Clara Nunes estaria completando 75 anos. Contemporânea da geração de sambistas de Beth Carvalho e Alcione e de outras artistas como Gal Costa, Maria Betânia e Elis Regina (falecida em janeiro de 1982), a mineira órfã que fez carreira no Rio de Janeiro foi uma excelente cantora de sambas, dona de uma grande voz e uma intérprete ímpar, maravilhosa, que parecia "contar" para o público as historias de suas canções.

Em discos como Claridade (1975), Canto das Três Raças (1976), Guerreira (1978), Esperança (1979), Brasil Mestiço (1980 – foto abaixo), Clara (1981) e Nação (1982), gravou sucessos inesquecíveis, dentre eles O Mar Serenou, Conto de Areia, Viola de Penedo, Feira de Mangaio, Nação, Canto das Três Raças, Morena de Angola, Portela na Avenida, Guerreira, Juízo Final, Na Linha do Mar e A Deusa dos Orixás.

Faleceu em 2 de abril de 1983, aos 40 anos, 28 dias após uma operação de varizes, devido à reação alérgica à anestesia. Dia 17 de agosto, no Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo, em Porto Alegre, acontecerá show em sua homenagem.


Texto publicado no jornal Portal de Notícias, versões online e impressa: http://www.portaldenoticias.com

João Adolfo Guerreiro
Enviado por João Adolfo Guerreiro em 05/08/2017
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